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Saiu do WhatsApp? Veja dicas de segurança para apps de mensagens

Após o anúncio da atualização da política de privacidade do WhatsApp – que condiciona o seu uso a uma autorização para compartilhar dados com os aplicativos do Facebook – usuários de todo o mundo começaram a migrar para outras plataformas de mensagem que prometem maior sigilo com os usuários. No último final de semana, por exemplo, o Signal teve o número de downloads disparado, especialmente depois que o empresário Elon Musk recomendou o uso do app em uma publicação no Twitter.

O Signal é realmente mais seguro?

Fabio Assolini, nosso analista sênior de segurança no Brasil, exlica que para mensurar a segurança de um app, é necessário avaliar alguns quesitos. O primeiro é o uso do número do celular como credencial de acesso (ID). “Esta informação é praticamente pública hoje em dia, já que todos os membros de um grupo têm acesso ao nosso contato. Além disso, pode estar disponível nas redes sociais, em sites e-commerce, cartão de visita e na agenda de diversas pessoas”, afirma.

O segundo ponto para se considerar é a forma de autenticação. No caso do WhatsApp, é por SMS, o que permite interceptação ou roubo por meio de engenharia social, ou por SIM Swap, caso os usuários não ativem o recurso de dupla autenticação.

“Um aplicativo que priorize a segurança precisa de uma autenticação via ID único – sem se basear no número de telefone –, senha, implementação do segundo fator de autenticação, criptografia de ponta a ponta, e verificação da veracidade de contatos. Um bom comparativo para escolher um app de comunicação seguro é o Secure Messaging Apps Comparison. Podemos afirmar que aplicativos como o Signal e o Threema oferecem mais recursos de segurança do que o WhatsApp”, avalia.

Ele reforça que o usuário sempre tenha muita atenção às ofertas gratuitas da internet: “Alguns apps de mensagens instantâneas oferecem modelos de negócios supostamente gratuitos, mas, na realidade, o pagamento ou os lucros são gerados pelo consumo das informações pessoais dos usuários. Por isso, quando escolhemos um programa de mensagens, devemos não apenas verificar se é um programa seguro, mas também se é privado, ou seja, se trata nossa privacidade de maneira adequada”.

No entanto, nenhum aplicativo está inteiramente livre de possíveis ações contra a privacidade e do cibercrime. Um motivo para o maior número de golpes sobre o WhatsApp é também a sua popularidade: os criminosos vão para onde está o maior número de potenciais vítimas. Por isso, não é de se estranhar que, com uma possível migração de usuários para outros apps de mensagens, os criminosos também virarão sua atenção para eles.

Por isso, o especialista recomenda que todos os usuários sempre tenham uma solução de segurança instalada em seus dispositivos, independentemente da promessa de segurança de qualquer companhia.