Informagno | Gestão em TI

Desktop x mobile: por que o computador segue indispensável em 2026

substituição integral de computadores desktop por dispositivos móveis enfrenta barreiras impostas intencionalmente pelas desenvolvedoras de software, e não pela falta de capacidade de processamento dos aparelhos. A análise é de Adriano Ponte, apresentador do Canaltech, que aponta a segmentação de recursos entre plataformas como o fator determinante para a manutenção da relevância dos PCs no ambiente corporativo e produtivo até, pelo menos, 2026.

    Embora processadores de smartphones e tablets atuais, como as linhas Snapdragon e Apple Silicon, possuam arquitetura capaz de executar tarefas complexas, as versões móveis de aplicativos populares entregam funcionalidades reduzidas.

    Ponte exemplifica com o ecossistema Google: ferramentas como o Google Docs e Planilhas apresentam menos opções em tablets do que em navegadores de desktop. Outro caso citado é o navegador Chrome para Android, que não suporta extensões, diferentemente de sua versão para Chrome OS, mesmo rodando sobre bases similares.

    Para o apresentador, essa discrepância não é acidental:

    “O problema é software e, mais do que software, é falta de vontade das empresas de fazer acontecer”, afirma Ponte.

    Ele argumenta que gigantes como Apple, Google e Microsoft desenham seus ecossistemas para manter o computador como uma peça central, simplificando excessivamente a experiência móvel para evitar a canibalização de seus próprios produtos ou sistemas operacionais de desktop.

    Convergência via inteligência artificial

    A matéria destaca que exceções existem, como a Valve, que transporta a experiência completa de desktop para dispositivos portáteis como o Steam Deck e o projeto “Gabe Cube”, provando a viabilidade técnica da convergência.

    No mercado mobile tradicional, iniciativas como o modo DeX da Samsung e a previsão de um modo desktop nativo no Android 16 tentam diminuir o abismo entre as plataformas, mas ainda esbarram nas limitações dos aplicativos desenvolvidos para telas de toque.

    Um ponto de mudança observado é a ascensão das ferramentas de inteligência artificial generativa. Serviços como ChatGPT, Gemini e Perplexity oferecem interfaces e recursos idênticos tanto no celular quanto no computador, sugerindo um futuro mais unificado.

    “Essa barreira mudou recentemente nos últimos dois anos com o pessoal usando a mesma coisa ali no celular e no computador”, observa Ponte.

    Apesar da evolução, a previsão se mantém cautelosa. A complexidade de gestão de arquivos e a ausência de recursos avançados em sistemas móveis indicam que o fluxo de trabalho híbrido permanecerá.

    “Para 2026, você ainda vai ter um computador pelo que a gente vê”, conclui o apresentador, ressaltando que a unificação total depende mais de decisões corporativas do que de avanços tecnológicos.

    Informagno Gestão em TI
    Política de Privacidade

    Ao visitar um site, com a ajuda dos cookies, arquivos de internet que armazenam temporariamente seus acessos, armazenamos seu comportamento dentro daquele ambiente. A ideia é que essas informações sejam utilizadas a seu favor, principalmente, para oferecer uma experiência mais personalizada, com produtos e serviços que façam a diferença para você. No entanto, em respeito ao seu direito de privacidade, é possível permitir ou não certos tipos de cookies, que estão disponíveis para você alterar em nossas configurações, a qualquer momento.