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A importância da TI para o controle de acessos a informações da sua empresa

É um clichê dizer que a tecnologia está presente em diversos ramos de atuação. Mas isso não significa que a informação não seja verdadeira. Afinal, a própria pandemia do coronavírus demonstrou como muitas empresas conseguiram se manter vivas por meio do trabalho remoto.

A TI também tem tudo a ver com o controle de acesso — a capacidade de restringir a consulta às informações e sistemas de acordo com a função de cada funcionário de uma empresa. Para explicar essa relação, preparamos um post especial. Siga a leitura!

O que é um controle de acessos?

Imaginemos uma empresa que trabalhe com uma rede corporativa e computadores conectados à internet — ou seja, como a maioria dos negócios atuais. Nessa corporação fictícia, todos os funcionários têm acesso às mesmas informações críticas, sejam eles líderes ou subordinados.

Esse cenário não parece muito animador, não é mesmo? Afinal, por que um contador teria acesso às informações do setor de TI? E por que um funcionário recém-chegado já conta com o nível de autorização da chefia? Para evitar esse contexto catastrófico, existe o controle de acessos.

Trata-se da melhor maneira de evitar invasão por parte de hackers e o acesso a informações críticas por pessoas que não precisem ter acesso a elas. Ele combina o estabelecimento de soluções tecnológicas efetivas, que proporcionem painéis de controle, com uma política interna.

Vale a pena conferir o nosso post sobre os temidos ransomwares para entender porque uma política de proteção aos dados deve ser prioridade de qualquer empresa. Além disso, outros ataques cibernéticos são capazes de explorar vulnerabilidades e comprometer a segurança dos sistemas.

Qual é a sua importância?

O nível de controle de acessos que uma empresa têm sobre suas informações e infraestrutura influenciará a quantidade de vulnerabilidades e brechas na segurança dos sistemas. Quanto mais reforçada é essa política, mais difícil é que um ataque virtual seja bem-sucedido.

Assim, uma política bem definida de controle de acessos traz inúmeros benefícios para a retenção de dados para empresa. Vamos conhecer alguns deles.

Simplicidade nos acessos

Com um controle de acessos eficiente, será possível eliminar a necessidade de que os colaboradores mantenham senhas complexas — e bem mais fáceis de serem esquecidos. Isso porque os gestores poderão realizar a integração de sistemas e ampliar o controle da sua TI.

Hierarquização das permissões

Além da redução da complexidade no acesso, que mencionamos no tópico anterior, um sistema de gestão centralizado permite o estabelecimento de uma hierarquia de permissões. Assim, cada colaborador terá acesso apenas ao necessário, de acordo com o que os líderes decidirem.

Automação e centralização da administração

É comum encontrar, em empresas de diversos segmentos, profissionais de TI perdendo tempo com a revisão do privilégio de acessos dos colaboradores. Seria bem mais fácil se todo esse processo fosse simplesmente automatizado, liberando esses trabalhadores para outras tarefas, certo?

Com um sistema de controle de acessos, isso é possível. Além disso, a empresa pode contar com painéis centralizados, o que simplifica a gestão da infraestrutura. Ao investir em uma ferramenta desse tipo, o negócio ganha em segurança em eficiência, ao mesmo tempo em que restringe determinadas informações somente a pessoas autorizadas.

Como a TI realiza o gerenciamento de usuários?

(explicando que é uma tarefa da TI e que está dividido em algumas etapas: autenticação, autorização e auditoria, explicando sobre como funciona cada uma destas etapas.)

Primeiro, é importante definirmos o que é o gerenciamento de usuários. Ele consiste na realização do controle e verificação das pessoas que utilizarão os sistemas, assim como a análise das permissões de acesso aos vários recursos tecnológicos que compõem a infraestrutura do negócio. Isso envolve:

  • os sistemas;
  • dispositivos móveis;
  • computadores de mesa e notebooks;
  • aplicativos;
  • dispositivos de armazenamento;
  • redes;
  • serviços em geral.

Assim, é um grande desafio realizar o controle real de todos esses acessos, ainda quando isso envolve usuários internos (que trabalham dentro da empresa) e externos (que estejam em campo ou em filiais). Isso porque é necessário delimitar quem poderá consultar apenas o que é necessário para a realização do seu trabalho, restringindo o sistema como um todo.

É por isso que uma política de gerenciamento de usuários é tão importante. Por meio dela, será possível obter eficiência e segurança, além de manter as atividades em pleno funcionamento. Afinal, com acessos bem delegados, a tendência é que o trabalho flua.

O gerenciamento de usuários para controle de acessos é dividido em três etapas. Vamos conhecer cada uma delas.

Autenticação

Nessa etapa, o usuário configura uma checagem em 2 etapas, que será utilizada para determinar se aquela pessoa tem acesso permitido ao sistema. Um exemplo dessa ocorrência é a verificação na hora de logar em serviços de internet banking.

Nesses sistemas, precisamos inserir uma senha e, logo em seguida, um código é enviado via e-mail ou SMS cadastrados, por exemplo. Só a partir daí o acesso é liberado, garantindo segurança para os usuários.

Autorização

A autorização é utilizada para determinar o nível de acesso que cada usuário consegue, dentro do sistema. Ela serve para delimitar os níveis de permissão de cada pessoa de acordo com a sua posição na empresa. Assim, essa etapa é fundamental para os gestores.

Um funcionário do RH não precisa ter acesso às informações do departamento financeiro, por exemplo. Esse bloqueio é realizado por meio da etapa de autorização.

Auditoria

A terceira etapa consiste na coleta, em tempo real, do histórico de acesso aos recursos tecnológicos — de acordo com cada usuário. Essas informações serão armazenadas para possíveis verificações futuras, principalmente quando ocorrer alguma falha ou mau uso das permissões concedidas.

Além disso, a auditoria também é importante para mapear tentativas de invasão por hackers. Por meio dela, a empresa reúne dados valiosos para reforçar sua política de controle de acesso.

Como definir uma política de controle de acesso?

Como mencionamos, é possível encontrar soluções digitais e consultoria em TI para controlar os acessos. Contudo, essas tecnologias só fazem sentido se vierem acompanhadas de uma política bem definida.

Só assim será possível combinar o uso de tecnologia de ponta com a conscientização e contribuição dos próprios colaboradores. Agora, falaremos sobre como os gestores podem colocar essa política em prática.

Delimite os níveis de acesso

O ideal é que os acessos sejam concedidos de acordo com a necessidade do dia a dia. No início, os colaboradores devem trabalhar com o mínimo possível de autorização. Conforme as demandas foram surgindo, de acordo com o perfil e as tarefas desempenhadas, isso pode ser flexibilidade.

Assim, os gestores devem ficar atentos nessa fase inicial. Desse modo, será possível observar os níveis inadequados de autorização e corrigi-los a tempo.

Demonstre a importância de senhas seguras

As senhas escolhidas pelos usuários não devem ser uma “salada” aleatória de números e letras, mas também é necessário evitar dados óbvios demais, como a data de nascimento. Uma política de controle não é eficiente sem o estabelecimento de senhas que estejam em um meio-termo entre a obviedade e a complexidade exagerada.

Promova treinamentos

Com treinamentos e palestras conduzidas por pessoas especializados em tecnologia, os gestores conseguem conscientizar as equipes sobre a necessidade cumprir a política estabelecida pela empresa.

Como pudemos ver no artigo, o controle de acesso está diretamente ligado à segurança da informação. Portanto, é preciso contar com soluções bem definidas, que atendam às necessidades do negócio e não atravanquem a produtividade. Busque especialistas na área para garantir um gerenciamento seguro.